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quarta-feira, 31 de agosto de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Entrevista com o Profº José Fortunato Fernandes
Entrevista com o professor José Fortunato
Fernandes, autor da obra
“Educação musical de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa através do canto coral”
O livro por si só instiga o leitor a
atribuir sentidos. Consideramos, todavia, que a palavra do autor sobre as
condições de produção do seu texto pode acrescentar elementos para os sentidos.
Assim, apresentamos, a seguir, o diálogo:
Como é o
professor-escritor?
O professor-escritor é um curioso dos fenômenos que acontecem a sua
volta que quer registrar por meio de textos os resultados de suas observações.
No meu envolvimento com a educação musical de adolescentes que estavam
cumprindo medida socioeducativa, minha curiosidade estava voltada para os
efeitos positivos que a música poderia surtir na vida desses adolescentes. Mas,
além de saber sobre educação e música, seria preciso conhecer os pontos comuns
na trajetória de suas vidas, sua visão de mundo e a forma como se relacionam
com esse mundo.
Um bom texto precisa ser instigante, envolvente. E é isso que tento
fazer quando escrevo. Recebi algumas críticas pelo fato de meu livro, que é
minha tese de doutorado, ter sido escrito um pouco fora dos padrões. É um pouco
“romantizado”.
Como esta obra foi concebida?
O livro foi concebido a partir das observações feitas em aulas de música
dentro da extinta Fundação Estadual do Bem Estar do Menor – FEBEM, em São
Paulo, por quatro anos e meio. Após uma pesquisa bibliográfica nas áreas da
música, da educação, da sociologia e da psicologia, foi feito um trabalho de
campo dentro de uma Fundação CASA. Os relatos desse trabalho de campo,
entremeados por análises relacionadas às áreas pesquisadas, compõem o último
capítulo do livro.
Com que propósitos?
O propósito do livro é auxiliar educadores musicais que queiram
trabalhar com adolescentes que cumprem medida socioeducativa. Quando comecei o
trabalho de educação musical na FEBEM, o meu conhecimento era restrito à música
e à educação. Mas para ensinar esse público é preciso saber mais do que isso.
Na época não havia nenhuma literatura que desse algum tipo de orientação. Por
isso me empenhei para dar minha contribuição à sociedade.
Para quais leitores?
O público-alvo principal são os educadores musicais que se propõem a trabalhar
com adolescentes que cumprem medida socioeducativa. Mas as informações contidas
no livro poderão auxiliar educadores que trabalham de uma forma geral com
adolescentes.
Gostaria de acrescentar algo?
Sim. Gostaria de dizer que o trabalho com adolescentes que cumprem
medida socioeducativa, seja na área artística, esportiva ou qualquer outra
área, só terá sucesso quando houver uma parceria política. Quando o Estado,
responsável pela reeducação desses adolescentes, apoia e investe em tais
iniciativas, os resultados são surpreendentes. São descobertos novos artistas,
novos esportistas, que conseguem modificar o rumo de suas vidas. Mas quando não
há apoio do Estado, o trabalho torna-se em vão e os adolescentes saem das
instituições correcionais piores do que quando entraram. O meu livro traz essa
perspectiva, dando uma visão do que acontece nos bastidores de tais
instituições.
A EdUFMT tem imensa
satisfação pela publicação de seu livro. Agradecemos suas palavras. Desejamos o
sucesso merecido!
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
12 de Outubro: DIA NACIONAL DA LEITURA
DIA NACIONAL DA LEITURA
O calendário brasileiro passou a contar com a comemoração do Dia Nacional da Leitura e da Semana Nacional da Leitura, no dia 12 de outubro, de acordo com a Lei 11.899/09. O autor do projeto que deu origem à lei, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou que
a iniciativa estimulará a convivência da sociedade com a produção literária do país.
Além de marcar a festividade já consagrada do Dia da Criança, esse dia abrigará, também, o Dia Nacional da Leitura e a Semana da Leitura, com a intenção de enfatizar junto à sociedade brasileira a importância do cultivo do amor aos livros desde a infância – defendeu o
senador. O estímulo à leitura também deverá mudar um quadro preocupante. Hoje, apenas 26% dos brasileiros entre 15 e 64 anos conseguem ler e entender um livro, de acordo com as conclusões do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional.
Ao lado das dificuldades de leitura, faltam bibliotecas nas escolas públicas. De acordo com dados do Ministério da Educação, apenas 19,4% das escolas do ensino fundamental têm biblioteca e as que possuem, em sua maioria, reservaram uma sala pequena e sem atrativos para construir ali o espaço que deveria servir de incentivo à leitura.
Com a inclusão do Dia da Leitura no calendário das datas comemorativas, o país passou a ter cinco momentos de celebração na área: o Dia Mundial do Livro (23 de abril), o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil (2 de abril), o Dia da Leitura (12 de outubro), o Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril) e o Dia Nacional do Livro (29 de outubro).
a iniciativa estimulará a convivência da sociedade com a produção literária do país.
Além de marcar a festividade já consagrada do Dia da Criança, esse dia abrigará, também, o Dia Nacional da Leitura e a Semana da Leitura, com a intenção de enfatizar junto à sociedade brasileira a importância do cultivo do amor aos livros desde a infância – defendeu o
senador. O estímulo à leitura também deverá mudar um quadro preocupante. Hoje, apenas 26% dos brasileiros entre 15 e 64 anos conseguem ler e entender um livro, de acordo com as conclusões do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional.
Ao lado das dificuldades de leitura, faltam bibliotecas nas escolas públicas. De acordo com dados do Ministério da Educação, apenas 19,4% das escolas do ensino fundamental têm biblioteca e as que possuem, em sua maioria, reservaram uma sala pequena e sem atrativos para construir ali o espaço que deveria servir de incentivo à leitura.
Com a inclusão do Dia da Leitura no calendário das datas comemorativas, o país passou a ter cinco momentos de celebração na área: o Dia Mundial do Livro (23 de abril), o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil (2 de abril), o Dia da Leitura (12 de outubro), o Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril) e o Dia Nacional do Livro (29 de outubro).
Fonte: Site do Senador Cristovam Buarque
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Entrevista com a Profª Juliana Abonizio
Entrevista feita com a Profº Juliana
Abonizio referente ao seu mais recente livro: Pesquisa e produção do conhecimento no contemporâneo: Rotinas e rupturas
1.
O
livro é resultante de um evento. Gostaria de falar sobre isto?
Eu sou membro do
corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea
da UFMT, que é um Programa Interdisciplinar que agrega pesquisas sobre vários
temas da cultura contemporânea visando romper as barreiras disciplinares que
fragmentavam o conhecimento. No âmbito do ECCO, idealizei um evento com o
objetivo de discutir sobre as mudanças do mundo e as mudanças nas maneiras de
conhecer, discutindo, portanto, sobre o despontar de novos objetos de pesquisa
e novas metodologias. Foi assim que escrevi o projeto do evento intitulado
Pesquisa e Produção do Conhecimento no Contemporâneo: Rotinas e Rupturas e o
submeti ao edital de apoio a eventos da Fapemat. Fomos contemplados com o apoio
e, com a ajuda dos colegas do ECCO, coordenei o evento, realizado em setembro
de 2011. Convidamos professores renomados de várias universidades de
todas as regiões do Brasil. Tivemos uma conferência de abertura e de
encerramento; três mesas redondas referentes às 3 linhas do ECCO (Epistemes
Contemporâneas, Poéticas Contemporâneas e Comunicação e Mediações Culturais) e
uma mesa que composta por pesquisadores que
compartilhavam as metodologias pouco usuais que adotaram em suas
práticas acadêmicas. Ainda tivemos a participação de concertos de
música contemporânea que permitiram também refletir sobre a produção
do conhecimento artístico e sua interface com a ciência, a tecnologia
e a produção acadêmica em geral.
O evento foi
muito bem sucedido e faço questão de agradecer, cada vez que falo neste evento,
à FApemat, pelo apoio imprescindível à sua realização. Agradeço também
ao Instituto Superior de Cultura Gervásio Leite, criado pela profa
aposentada da UFMT Marília Beatriz de Figueiredo Leite - hoje membro da
Academia mato-grossense de Letras - que também contribuiu para
viabilizar o evento.
O
seminário cumpriu sua função de "seminar" ideias. De fato,
foi um catalisador de debates e reflexões, inclusive contribuiu para
formação de parcerias e estreitamento de laços entre
os pesquisadores de outras instituições, como foi o caso da
parceria entre o ECCO e o Programa de Pós-Graduação em História
das Ciências e das Técnicas e Epistemologia (HCTE) da UFRJ que também
possui um mestrado interdisciplinar. Essa parceria
foi realizada através do interesse do Prof. Dr. Ricardo Kubrusly, um dos convidados para o
evento e um dos autores do livro, que foi pensado justamente para dar uma
continuidade ao próprio evento.
2.
Como
foi concebida essa obra?
Para que o
evento não se esgotasse nos poucos dias de sua duração, sempre tive em mente os
resultados que dele poderiam advir. As parcerias, como disse acima, são um dos
seus desdobramentos, além dos intercâmbios docentes e discentes e do próprio
aprofundamento da reflexão teórico-metodológica sobre interdisciplinaridade no
mundo contemporâneo. Para que o resultado fosse ainda mais perene e se
desdobrasse em outras produções, tomei a iniciativa de convidar todos os
participantes para fazer parte de um livro coletivo que materializasse os
resultados do evento e ampliasse o acesso às discussões que fizemos. A quase
totalidade dos convidados aceitou a sugestão de imediato. Estabeleci uma data e
cada um enviou sua contribuição escrita. Decidi, para ser fiel ao evento,
manter as linhas do ECCO como partes do livro, do mesmo modo que o evento foi
organizado, mas não houve uma correspondência completa entre as
palestras e os capítulos do livro. Fizemos reajustes que melhor adequassem a
produção a uma obra literária.
Com o livro
montado, submeti o manuscrito à EdUFMT e ele passou pela análise dos pareceristas
e por todo trâmite necessário.
Com o manuscrito
finalizado e após passar por revisão, o mesmo foi materializado através de uma
parceria entre a EdUFMT e a Editora Carlini e Caniato que fez toda parte
editorial, diagramação, capa etc. Eu adorei o resultado assim como todos os
autores.
3.
Os
capítulos trazem diferentes temas e abordagens. Como é costurar isto?
Não tive muita
preocupação em costurar os temas e a abordagens não. De fato, foram vários, mas
acho que essa diversidade é fundadora e é característica do mundo
contemporâneo. Os leitores farão os entrecruzamentos, as justaposições e as
relações de acordo com seus interesses. A minha intenção foi contribuir para a
reflexão sobre a cultura contemporânea sem a preocupação de chegar a um termo
comum.
4.
Há
projeto de novos eventos e publicações como esta?
Sim, há. Este
ano, eu coordenarei um novo evento intitulado Corpo, Consumo e Saúde: reflexões
Contemporâneas a ser realizado em setembro, também com o apoio da FAPEMAT. Este
novo evento foi idealizado com parcerias entre grupos de pesquisa da UFMT e
toda a equipe está muito animada com os resultados dessa nova empreitada.
Dentre os resultados almejados está a proposta de lançar um novo livro sobre a
temática que acreditamos ser de interesse de amplo espectro de pesquisadores,
estudantes e público geral. Tentaremos ser mais ágeis nesta proposta para que o
livro não demore tanto a sair em relação ao evento, como ocorreu da última vez.
5.
Gostaríamos
que resumisse o livro em uma palavra, qual seria? é difícil uma síntese tão extrema, mas
diria então: contemporaneidade.
6.
Faça um breve resumo do livro para os leitores do blog.
7.
O livro une
autores de várias instituições de ensino brasileiras a fim de refletir sobre a
produção de conhecimento no contemporâneo, questionando os objetos de pesquisa
até então inéditos e a criação/adaptação de metodologias que tornem possível
acedê-los. Com esse objetivo, discutimos sobre os limites do conhecimento
disciplinar, as novas epistemologias, a utilização de novas e velhas
tecnologias, a relação entre os sujeitos de pesquisa, as subjetividades
envolvidas no fazer acadêmico e também nos dedicamos a pensar as interfaces
entre arte, ciência e humanidades em geral.
7.
Qual
é o público alvo desta obra? por
se tratar de uma obra interdisciplinar que discute sobre
interdisciplinariedade, o livro atende a demanda de pesquisadores juniores e
seniores interessados em desvendar algum aspecto da cultura contemporânea.
Assim, poderão se beneficiar desta obra, professores e estudantes de vários
ramos de conhecimento de dentro e fora do centro-oeste.
Gostaria de acrescentar algo?
Gostaria
de agradecer uma vez mais aos nossos apoiadores, em especial, à FAPEMAT, pois
sem seu apoio essa realização não seria possível. Agradeço também ao Instituto
Superior de Cultura Gervásio Leite, ao ECCO e ao trabalho das editoras Carlini
e Caniato e EdUFMT. Os livros podem ser adquiridos através do meu email:abonizio.juliana@gmail.com. Por fim, espero
que os leitores tenham suas expectativas satisfeitas. Obrigada!




